segunda-feira, 13 de maio de 2013

Enquadramento de servidores da Controladoria Geral de Rondônia é discutido


O PCCR da CGE prevê a criação de cargos específicos de carreira para serem ocupados após o concurso

Nesta semana ocorreu uma reunião para discutir a situação dos servidores da Controladoria Geral do Estado (CGE), após a aprovação do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) do órgão. Participaram da reunião o controlador geral do Estado, Leonor Schrammel, os representantes da Secretaria de Estado da Administração (Sead), secretário Rui Vieira e secretária adjunta Carla Ito, e representantes da comissão para tratar do assunto da CGE.

O PCCR da CGE prevê a criação de cargos específicos de carreira para serem ocupados após o concurso público em apenas duas funções, o que excluiria os servidores atuais. “O projeto de lei para enquadramento dos servidores é uma tratativa honrosa do governo de Rondônia, prestigiando e valorizando os servidores da CGE. Alguns trabalham aqui há mais de 20 anos e precisam ser contemplados na nova legislação”, explica o controlador geral do Estado.

O objetivo do projeto de lei é que os atuais cargos da CGE se tornem cargos em extinção. “À medida que o pessoal for se aposentando, o cargo se extingue. Até que seja feito o concurso e que o pessoal esteja preparado para a fiscalização, é importante que os servidores da CGE permaneçam”, fala o membro da comissão Claudio Laureano.

Ele também explica que o projeto de lei evitará que os servidores fiquem em desvio de função e prevê aumento salarial para a categoria. “O impacto na folha de pagamento do governo será zero, porque após a transposição ficarão cerca de 20 servidores dos mais de cem”.

Schrammel completa informando que “o governo está preocupado com a situação dos servidores, mas não esquece suas responsabilidades fiscais”.

Foi marcada outra reunião para o dia 21 de maio para a conclusão da negociação.



Mais de 400 servidores serão desligados da Prefeitura de Frutal, MG


Concurso público realizado em 2005 foi considerado nulo pelo MP. Prefeitura espera concluir novo concurso até janeiro de 2014.

A Prefeitura de Frutal, no Triângulo Mineiro, anunciou que irá cumprir a sentença do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), e anular o concurso público realizado em 2005. Dessa forma, as admissões dos servidores aprovados no certame foram anuladas e, portanto, tornaram-se sem efeito. Assim, cerca de 330 servidores terão o desligamento da administração municipal a partir do dia 10 deste mês. São servidores de diversas áreas de atuação, desde garis até médicos. Além deles, aproximadamente 90 professores da rede pública também devem encerrar o vínculo com a Prefeitura em data posterior, mais precisamente no período das férias escolares, evitando prejudicar os alunos.

Ficou definido pela Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos, que os servidores cujas contratações foram realizadas com base no referido concurso deverão apresentar as carteiras de trabalho no departamento responsável da Prefeitura, a partir desta sexta-feira (10), para que sejam realizados os processos de acertos e agendamento de data para o recebimento dos direitos referentes a cada servidor.

Ao G1, o assessor jurídico do município, Cláudio Borges, explicou que o processo se arrastou por sete anos. Segundo ele, uma ação cível, ajuizada pelo Ministério Público (MP), pediu a nulidade do concurso devido a irregularidades evidenciadas na época. Entre elas, a contratação da empresa que aplicaria as provas foi feita sem o processo de licitação.

Segundo Borges, no inicio do ano, o MP novamente requisitou o cumprimento da ordem judicial, sendo que não caberia mais discussão sobre o assunto. “Desde janeiro foram várias tratativas com o MP. Não há outra alternativa a não ser as desonerações desses cerca de 330 servidores”, confirmou o assessor jurídico.

Vale lembrar que uma parte dos nomeados foram efetivados conforme o regime estatutário da Prefeitura. Além disso, de acordo com a necessidade do preenchimento de vagas, parte dos servidores foi nomeada de forma efetiva e outra como contratados.

Conforme explicou Borges, a Prefeitura está firmando um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao MP com o objetivo de promover um novo concurso público o mais breve possível. Segundo ele, no máximo até janeiro de 2014, tal concurso será realizado. “Antes, estamos disponibilizando todas as verbas rescisórias. É bom lembrar que aqueles servidores estatutários não têm o Fundo de Garantia. Provavelmente será uma lesão, já que eles estavam em um regime e os demais servidores em outro”, explicou Borges. Apesar de dizer que todos os direitos serão pagos, inclusive os quinquênios e férias prêmio, o assessor jurídico não revelou qual o valor total dos acertos trabalhistas.

Cargos vagos
Ciente de que alguns cargos terão de ser ocupados novamente, a administração municipal deve realizar processos seletivos simplificados para a contratações de servidores até que um novo concurso seja realizado. “A Prefeitura está fazendo um planejamento de forma que o serviço público não seja interrompido. Contratações que atendam ao interesse emergencial poderão ser feitas. Havendo a necessidade de suprir para atender o excepcional interesse público, isso será feito, com o conhecimento do MP. O objetivo, no entanto, é contratar o que seja estritamente necessário para a continuidade do serviço”, ressaltou Borges.

Apesar de a notícia chamar a atenção, devido a quantidade de servidores que serão desligados, Borges garantiu que ninguém foi pego de surpresa. “A decisão não está sendo tomada de forma abrupta. Desde janeiro estamos nos preparando, bem como todos os servidores envolvidos já estavam atentos a esse tipo de eventualidade, já que a decisão de anular o concurso foi prolatada em primeira instância em janeiro de 2011, sofreu recursos e basicamente todas as esperanças de reversão estavam esgotadas”, concluiu.

Fonte: G1


Governo do Maranhão deve nomear defensores públicos aprovados em concurso


Decisão é da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão. Em caso de descumprimento, está prevista multa diária de R$ 10 mil.

A Justiça determinou a nomeação de todos os defensores públicos aprovados em concurso público sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A decisão da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve a sentença proferida em 2005 pelo então juiz da comarca, Douglas de Melo Martins, obrigando o Estado a promover concurso público para preenchimento de todos os cargos vagos de defensor público no Maranhão.

O Ministério Público Estadual propôs ação civil pública em 1999, reclamando a ausência de defensores naquele município, mesmo com a criação do órgão desde 1994, ferindo dessa forma direito constitucional dos cidadãos de baixa renda em ter assegurada, pelo Estado, a assistência jurídica integral e gratuita.

De acordo com o juiz, à época a Defensoria Pública não existia de fato, sendo acumulada com a Procuradoria Geral do Estado, o que motivou a concessão de liminar pela necessidade da criação efetiva do órgão.

O magistrado observou na sentença que o número crescente dos casos de nomeação de defensor dativo gerava sobrecarga insuportável para os advogados, profissionais liberais que necessitam de remuneração pelo trabalho realizado.

Em reexame necessário, o desembargador Vicente de Castro (relator) endossou os termos do juiz e ressaltou que atualmente a Defensoria Pública encontra-se instalada na comarca de Pedreiras, direito reconhecido pela iniciativa ministerial de contemplar todos os cidadãos hipossuficientes do município com assistência jurídica gratuita. “Espero que essa confirmação sirva de motivação para que a defensoria seja levada para todas as comarcas do interior”, afirma.

O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do Governo do Estado e aguarda posicionamento sobre o assunto.

Fonte: G1


TRT-22 abre vaga para juiz do trabalho; salário de R$ 21 mil


O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22), com sede no Piauí, abriu novo concurso público com uma vaga para o cargo de juiz do trabalho substituto. Para concorrer, o candidato precisa possuir nível superior em direito e três anos de atividades jurídicas, no mínimo, após a graduação. A remuneração é de R$ 21.766,15.


Interessados poderão se inscrever entre 27 de maio e 25 de junho, no site www.trt22.jus.br, até as 14h. A taxa custa 200. A documentação para a efetivação da inscrição deverá ser entregue na Secretaria da Comissão do concurso, localizada no edifício sede do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região, no horário de 8h às 18h, Rua 24 de Janeiro, nº 181 - Centro/Norte - Teresina/PI.

Na seleção, haverá prova objetiva seletiva, de caráter classificatório e eliminatório; duas provas escritas (discursiva e prática de sentença), de caráter eliminatório e classificatório; inscrição definitiva, sindicância da vida pregressa e investigação social; exame de sanidade física mental; exame psicotécnico; prova oral, de caráter eliminatório e classificatório; avaliação de títulos, de caráter classificatório.

Segundo o edital, a prova objetiva será aplicada nos dias 20 e 21 de julho, a prova discursiva em 31 de agosto, a sentença no dia 1º de setembro, a inscrição definitiva de 5 a 27 de dezembro, a prova oral nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro de 2014 e a prova de títulos no dia 12 de fevereiro de 2014.

Após passar em todas as etapas, o aprovado fará o curso de formação inicial, em Brasília, na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat).

Fonte: Correio Web


Deficiente visual passa em concurso e Prefeitura de Piracicaba nega vaga


Professora foi aprovada em 2º lugar entre candidatos com deficiência. Perícia médica do município, porém, a considerou inapta para o cargo.

A professora Camila Birollo, de 32 anos, que é deficiente visual, passou em segundo lugar em um concurso público para ser professora substituta de educação infantil na rede municipal de ensino de Piracicaba (SP). Ela, porém, foi considerada inapta para o cargo pela perícia médica do município e aponta que a limitação, que a permitiu participar do concurso, teria sido a razão para ser reprovada no exame.

Camila discursou na noite desta quinta-feira (9) na tribuna popular da Câmara de Piracicaba e pediu a ajuda dos vereadores para ser efetivada no cargo para o qual se classificou. Ela não acusou o médico que a examinou de preconceito, mas disse "não entender" a razão para ter sido considerada inapta, uma vez que a deficiência não a impediu de prestar o exame.

No concurso, realizado em 3 de março deste ano, três deficientes fizeram a prova e Camila obteve o segundo lugar com 65 pontos na classificação geral. Ela tem 20% de visão em um dos olhos e não enxerga nada com o outro. Para a prova, foi permitido que uma pessoa lesse as perguntas e escrevesse as respostas ditadas por ela.

Depois de convocada, no entanto, o relatório da Prefeitura a considerou inapta para o cargo, segundo publicação no Diário Oficial do Município de 4 de maio. "Eu quero acreditar que não fui reprovada por preconceito, mas também não conheço outra razão para isso ter acontecido. Eu sou capacitada, estudei cinco anos para trabalhar na área", afirmou a professora na Câmara.

O presidente do Legislativo, João Manoel dos Santos (PTB), disponibilizou o departamento jurídico da Casa de Leis para auxiliar Camila a obter a resposta para a rejeição no concurso.

A Prefeitura de Piracicaba, por meio de nota, informou que cabe ao Serviço Municipal de Perícias Médicas (Sempem) apontar se a deficiência do concursado é compatível com a função que ele vai exercer.

Um trecho do edital informa que a Prefeitura não se responsabiliza por auxiliar em algumas limitações físicas: "Há impossibilidade da Prefeitura de Piracicaba em providenciar adaptações individuais específicas para que o candidato desempenhe adequadamente a função para o qual se candidatou, incluindo o fornecimento de órteses, próteses e outros materiais e meios necessários para se fazer entender, ler ou ir e vir."

Exemplo na rede estadual
Na rede estadual de ensino de Piracicaba, no entanto, há exemplos de deficientes que têm garantidas as condições que permitem o trablho na docência. É o caso da professora Érica Aparecida de Fátima dos Santos, de 30 anos, que leciona história em escolas da rede há três anos. O G1 contou a trajetória de Érica em reportagem em setembro de 2012.

Completamente cega desde os 16 anos, Érica lecionou por dois anos sem a ajuda de ninguém dentro da sala de aula e atualmente conta com um auxiliar, que escreve na lousa, lê as provas e auxilia a profissional em atividades corriqueiras.

Fonte: G1